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Governo
assina convênio para subvenção do
pirarucu de Mamirauá
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Os
pescadores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável
de Mamirauá e Fonte Boa (RDSM) que sobrevivem da
pesca legalizada do pirarucu, um dos peixes mais valorizados
da Região Norte do País, ganharão
mais um incentivo à produção pesqueira.
Nesta quinta-feira, 15, o Secretário de Estado
da Produção Rural, José Maia, e o
Presidente da Agroamazon
(Agência |
de Agronegócios do Estado do Amazonas),
Valdelino Cavalcante, assinaram um convênio
de subvenção econômica do pirarucu, assegurando
a venda de cerca de 400 toneladas do pescado a um preço
justo tanto para o pequeno pescador, como para a empresa envolvida
no processo de negociação.
Através
desse convênio, a Sepror (Secretaria de Estado da Produção
Rural) e sua vinculada Agroamazon firmaram uma parceria com
uma empresa de beneficiamento de pescado de Fonte Boa
a Frigopesca e estabeleceram um preço mínimo
de R$ 3,50 para o quilo do pirarucu vendido viscerado e com
cabeça, dos quais R$ 2,50 será pago pelo empresário
e R$1,00 pelo Governo do Estado a título de subvenção.
O convênio no valor de R$ 323.543,00 é mais uma
ação do Programa Zona Franca Verde que irá
beneficiar 821 famílias de 80 comunidades dos municípios
de Fonte Boa e Tefé.
Desde
o ano passado, a Agroamazon vem assessorando os pescadores
da RDSM no processo de comercialização do pirarucu
na condição de intermediária entre o
produtor e o empresário. "Em 2004, o Governo intermediou
a comercialização de 50 toneladas de pirarucu
oriundo só de Mamirauá. Esse ano, nós
ampliamos o processo de intermediação da negociação
para Fonte Boa e, para garantir um melhor preço, entramos
com a subvenção, o grande diferencial",
disse Valdelino Cavalcante.
A ação
da Agroamazon vem beneficiar toda a cadeia produtiva do pescado,
agregando valor ao produto nesse caso, o peixe ,
gerando emprego e renda no interior rural e eliminando a atuação
do atravessador. "Antes, o pescador ficava diretamente
na mão do comprador, que normalmente é o atravessador,
e vendia o pirarucu por no máximo R$ 2,50. Esse pirarucu,
às vezes, era processado na praia, sem nenhuma garantia
de sanidade desse produto. Por que envolver o empresário?
Só por que ele está lá? Não só
por isso, mas porque ele tem uma estrutura adequada para processar
esse peixe. Então, a qualidade desse pescado é
também um grande diferencial", lembrou Cavalcante.
Bióloga
que orientava experiência com cobaias no Acre é
ouvida no Acre
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Em
Brasília, a Polícia Federal ouviu nesta
segunda-feira a bióloga Jaira Oliveira da Silva,
funcionária da Secretaria de Saúde do Estado
do Acre, considerada peça-chave no esclarecimento
do uso de cobaias humanas em estudos da malária
nos municípios de Mâncio Lima, Cruzeiro do
Sul e Rodrigues Alves. Ela foi ouvida na Delegacia da
PF em Cruzeiro do Sul.
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Jaira
foi denunciada por ter destruído, a mando da secretaria,
parte dos arquivos das experiências comprobatórias
da utilização de óleo nos mananciais de
água onde se encontravam criadouros do mosquito anofelino,
transmissor da malária. A prática implica crime
ambiental, dada a mortandade de peixes em alguns açudes
e igarapés.
Agentes
de endemias vêm sendo intimidados e até ameaçados
por funcionários da Secretaria de Saúde em Cruzeiro
do Sul. Em algumas situações, por exemplo, eles
foram alertados de que poderiam ser demitidos caso mantivessem
a denúncia feita ao defensor público Jonathan
Xavier, segundo a qual serviram de isca para a captura de
mosquitos. "Mais de cem agentes procuraram meu escritório,
apavorados diante da situação", disse a
advogada Cecília Lanza, que defende um grupo de agentes.
A atuação
da PF no caso foi solicitada pelo procurador da República
no Acre, Anselmo Henrique Lopes. "Pedi que a PF ouça
algumas dezenas de pessoas. É nossa intenção
coletar o máximo de provas para esclarecer esse nebuloso
caso", ele disse hoje à Agência Amazônia.
Primeiro
escalão envolvido Anteriormente, o juiz federal da
3ª Vara Federal, Jair Facundes, extinguira sem análise
do mérito das questões envolvidas a ação
civil pública promovida pela Associação
Brasileira de Proteção aos Sujeitos da Pesquisa
Clínica (Abraspec). Diversos funcionários de
primeiro escalão dos governos federal e estadual estão
envolvidos na experiência. Diante disso, o procurador
Anselmo Lopes decidiu aprofundar as investigações,
a exemplo do que ocorreu no Estado do Amapá e vem ocorrendo
em outros dois estados amazônicos.
A Abraspec
recorrerá da decisão do juiz esta semana, no
Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.
Antes, a entidade havia entrado com embargo de declaração
contra a sentença, mas o juiz manteve sua decisão.
"É
apenas a ponta do iceberg", comentou hoje o presidente
da Abraspec, Jardson Bezerra. Segundo ele, ao constatar irregularidades
anteriores cometidas pelos governos federal e estadual no
Acre,a PF vai se deparar com "novidades ilícitas
e perversas". A entidade inclui o uso de iscas (agentes
de entomologia a serviço da Secretaria Estadual de
Saúde) em experiências com malária entre
os que atentam contra quatro acordos internacionais que proíbem
o uso de seres humanos em pesquisas que exponham pessoas a
riscos, entre os quais, a contamiação por doenças.
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