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| Índios
de MT protestam em Brasília contra revisão
de lei indígena |
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Cerca de
200 indígenas de Mato Grosso se dirigiram hoje (03)
a Brasíliapara reivindicar mudanças nas políticas
da Fundação Nacional do Índio
(Funai). Eles se reunirão com o presidente da instituição,
Márcio Meira,e pediram que não seja feita a
revisão do Estatuto do Índio, a lei queregulamenta
o tratamento dado pelo governo aos povos indígenas
no Brasil.
Eles reivindicaram ainda a revisão de terras em algumas
aldeias do estado,desenvolvimento das aldeias sem alterar
as culturas tradicionais, maiorinformação em
relação à instalação das
Pequenas Centrais Hidrelétricas em áreas indígenas.Atualmente,
tramita no congresso uma proposta de mudança do estatuto.
Umdos temas polêmicos é a regulamentação
da mineração em terras indígenas.
O Roni Paresi afirmou que a Funai tem se distanciado muito
dos índios, e suas decisões são baseadas
na opinião de ONGs, e não de povos indígenas.Os
indígenas do Mato Grosso representam as etnias Paresi,
Xavante,Chiquitanos, Bakairis e Nhambiquaras.A assessoria
da Funai informou ainda que índios Umutinas também
participaram da reunião em Brasília.
| Plano
Nacional de Defesa ignora os índios, diz Funai |
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A minuta da Estratégia Nacional de Defesa, produzida
pelo Ministério daDefesa e pelo ministro-chefe da Secretaria
de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger, ignora os
índios nas propostas para a proteção dasfronteiras
da Amazônia.
O plano será publicado no próximo dia 11Segundo
o jornal Folha de S. Paulo, o presidente da Fundação
Nacional do Índio (Funai) Márcio Meira não
foi consultado sobre o plano, que prevê ainstalação
de aeroportos e novos pelotões na Amazônia, o que
poderiaprovocar atritos entre índios e militares.Segundo
o plano, deverão ser instalados 28 pelotões na
fronteira, para
aumentar a presença de tropas na Amazônia. "Eles
vão instalar isso tudoonde? No meio de uma aldeia, perto
de uma cachoeira considerada sagradapelos índios?",
questiona Meira.
Segundo o presidente da Funai, o exército sempre colocou
os pelotões onde quis, porque "queria controlar
osíndios".Meira diz que a formação
acadêmica dos militares carece de informaçãocientífica
sobre a realidade indígena, e teme eventuais efeitos
negativos da ação do exército às
comunidades, pois boa parte dos pelotões defronteira
é formada por soldados índios. "Os índios
são os melhoresdefensores da Amazônia", diz.
| Invasor
ameaça índios Kulina de morte |
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Três frentes de invasores exploram ilegalmente a pequena
"Terra IndígenaKulina do Cacau" no município
de Envira/AM, há vários anos: madeireirostiram
madeira de lei para a venda no município, fazendeiros
aumentam os seus campos de gado para dentro da área
dos Kulina e caçadores matam ouespantam com seus cães
os últimos animais de caça deste território.
Conforme os indígenas, até em construções
da prefeitura e da paróquiacatólica foram utilizadas
madeiras com origem na terra indígena.
Há dois anos, lideranças enviam cartas-denúncias
às administraçõesestaduais e nacionais
da Funai como também ao Ministério Público
Federal. Mas o único efeito que estes clamores deram
foi uma visita darepresentante regional da Funai ao município
de Envira.
Tendo
reunido diversas autoridades municipais na Câmara, a
funcionária alertou para ailegalidade destes atos.
"Mas para impedir invasores de má fé, jamais
é osuficiente lembrar o que a lei diz", questionam
os indígenas.
Eles esperavam investigações e punição
para os infratores da lei.Um dos madeireiros em questão,
além de tirar freqüentemente madeirasnobres da
Terra Indígena, ainda deixa o seu gado entrar no território
dos índios.
Como ato de vingança, há pouco tempo, alguns
dos Kulina da aldeia mais próxima mataram e comeram
um destes bois.
Agora, o cacique estáameaçado de morte pelo
madeireiro: "Ou vocês me pagam o boi, ou eu mato
oseu tuxaua!", ele avisou numa conversa na cidade de
Envira.
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