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Nepotismo em Manaus
O novo prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), assumiu ontem o cargo sem dar importância às acusações de nepotismo. Amazonino nomeou a irmã, Maryze Mendes Perez (PTB), para a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do município, e a filha, Lívia Regina Prado de Negreiros Mendes, para a Secretaria de Cultura e Turismo.

Segundo seu secretário de Comunicação, Eduardo Gomes, a polêmica é só da mídia e o povo aprovou por unanimidade as duas indicações. "Não há desgaste nenhum para o prefeito.

Essa polêmica do nepotismo foi criada apenas pela mídia. Na comunidade a dona Maryze foi aceita por unanimidade. Ela tem uma larga experiência e trabalho comprovado na área social", disse Eduardo Gomes.

O ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa (PSB), derrotado por Amazonino, anunciou que vai se afastar da capital por um período de três meses para depois liderar a oposição a Amazonino.

Serafim rebateu a declaração de Amazonino de que a prefeitura está endividada.

Corrêa disse que deixa a Prefeitura de Manaus com uma saúde financeira boa e que a dívida consolidada da prefeitura é de R$ 160 milhões.


Projeto leva livros a embarcações da Amazônia
As viagens de barco na Amazônia podem durar até uma semana. Os rios são as principais estradas e, no lugar de poltronas, os passageiros ficam em redes espalhadas pelo convés. Olhar a paisagem serve para passar o tempo.

Agora os passageiros vêm descobrindo um novo companheiro de viagem: um projeto de incentivo à leitura mostra que o livro ajuda o tempo a passar mais rápido, com histórias que levam a lugares muito mais distantes. "A gente acaba aprendendo durante a viagem. Acho legal também porque são livros bem diferentes, desde religião até exorcismo", diz a universitária Flávia Rezende.

Quase dois mil livros já foram doados ao projeto "Navegando e Lendo", que instalou, há um ano, 15 bibliotecas em barcos do Amazonas. Alguns passageiros ajudam a ampliar os acervos com novas doações. "Faço em casa a catalogação de todos os livros. Depois, reúno os livros de acordo com a embarcação: livros mais finos para um destino próximo, livros mais compridos para viagens maiores", explica Jorge Klein, idealizador e coordenador do projeto.

Os leitores entram pela noite, aproveitando a luz do convés. É quando os livros chegam também a sala de máquinas. "Quando a gente está lendo, o tempo passa rápido e o sono não vem", diz o maquinista Fausto Martins.

Sem as curvas, solavancos e buracos das estradas, os passageiros dos barcos podem se concentrar na leitura - mesmo quem só conseguiu um lugar bem perto do motor. "Não importa o barulho, o importante é o conteúdo do que a gente está lendo", garante a dona de casa Vera Marques.


Prefeito decreta estado de emergência

Carolina Sá

O prefeito Franco Vialeto tomou uma medida de urgência em relação à falta d'água ocasionada pelo rompimento das dutoras que abasteciam o município, causado pelo desabamento de uma ponte durante a enchente ocorrida na terça-feira, dia 30. No último sábado (03/1), ele decretou estado de emergência para alertar a população sobre a gravidade do problema, e também uma forma de facilitar a obtenção de recursos imediatos, em caso de necessidade.

A decisão foi tomada após reunião com o diretor do Saae, José Pereira, e teve apoio do presidente da Câmara Municipal, Luiz Carlos Katatal. Segundo o vereador, é preciso que a população esteja em alerta, já que a situação é preocupante: "È sério, a situação é crítica, por isso o prefeito resolveu decretar estado de emergência", esclareceu.

Medidas paliativas

Desde a última quarta-feira funcionários do Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto de Cacoal, Saae, trabalham na recuperação das dutoras. Duas já foram instaladas e uma terceira foi colocada na tentativa de restabelecer o abastecimento de água, que é deficitário principalmente nos bairros mais altos. O diretor do Saae, José Pereira disse que a dificuldade está sendo encher as caixas d'água nos bairro s mais altos, por que todas foram esvaziadas e o sistema repõe a água num ritmo lento. Ele pediu paciência à população e disse que é preciso economizar.

Porém a recuperação das dutoras não garante que o problema será resolvido, o trabalho paliativo está sendo feito, mas as dutoras podem ser novamente rompidas por uma chuva forte, conforme explicou o vereador Katatal: "Se chover em Cacoal, e por isso precisa decretar estado de emergência, nós podemos ficar até 10 dias sem água", explicou.

Pontes danificadas

Pontes também foram danificadas com a força das águas durante o alagamento. O caso mais crítico é da ponte do bairro Princesa Izabel, que liga o bairro à marginal da BR-364. Uma das cabeceiras foi destruída, a água inundou a base (chamada ala ou cortina), destruindo a estrutura interna da ponte, com isso o asfalto se abriu, formando um enorme buraco. A ponte foi interditada e recuperada no último sábado, num trabalho realizado pela secretaria de obras. Foram colocadas pedras na base das duas cabeceiras, para 'lacrar' e impedir a passagem de água em caso de enchentes.



 

 

 

 


11ª Edição









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