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-continuação
da página inicial-
| Cheia
do Solimões maltrata ribeirinho ao longo da Calha
do Rio Solimões |
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Tefé, Fonte Boa, Uarini e Maraã
não apresentaram o cadastro emitido pela defesa civil
A
enchente deste ano já é considerada, segundo
os especialistas, uma das maiores da história. No
Solimões a situação não é
diferente. Os problemas iniciam nos municípios da
Tríplice Fronteira: - Atalaia do Norte, Benjamin
Constant e Tabatinga e se estende por toda Calha do Rio
Solimões. Os três municípios tiveram
seus decretos de situação de emergência
homologados, e já receberam ajuda do governo estadual
e federal, de acordo com o secretário de governo,
José Melo. Ele disse que a operação
de atendimento às comunidades que sofreram alagações
começou assim que a defesa civil dos municípios
repassou os dados estatísticos das vítimas.
No alto Solimões o município de Tabatinga
foi mais atingido na zona rural, causando perda na produção
agrícola das famílias e deixando residências
quase submersas; em Benjamin Constant, a cidade mais afetada
pela cheia, os problemas maiores se concentram na zona urbana,
o mesmo drama vive a vizinha Atalaia do Norte.
No município de Santo Antônio do Içá,
apesar de boa parte da cidade se localizar em uma área
alta, há um intenso comércio na parte baixa
e vários comerciantes sofrem com o problema, os prejuízos
são inevitáveis. Os bairros mais afetados
são Igarapé do Franco e Taracuá. Para
evitar problemas mais graves o terminal de passageiros da
cidade foi removido do seu local de original para outro
lugar de profundidade menor.
Apesar de o nível da água começar a
baixar, o problema ainda persistirá por algum tempo.
Em todos os municípios a desolação
de perder o roçado, principal meio de subsistência
das comunidades, além da pesca, os moradores ainda
sofrem com as doenças e os riscos de ataque de animais
peçonhentos como cobra e escorpiões. As vítimas
reclamam de gripe, dor de cabeça, febre e até
leishmaniose, o que mostra que o problema também
é um caso de saúde pública.
Em Tefé, as vítimas reclamam a demora de uma
ação efetiva da prefeitura. A zona mais afetada
é a rural, mas moradores de bairros nas proximidades
com rio também sofrem o problema da enchente. No
Abial, parte da Rua Copacabana sofreu um forte desmoronamento
e apesar dos riscos a área até hoje não
foi interditada.
No mesmo bairro, o agricultor Abdon Neves teve sua casa
completamente alagada e contou com a solidariedade de um
amigo para se abrigar com a esposa. A dona de casa Zilândia
Freitas da Silva, moradora da Colônia Ventura, teve
de suspender o piso da casa em função da cheia,
ela reclama a falta de ajuda e chamou de irresponsável
a indiferença das autoridades.
Os bairros de Olaria, Santa Luzia, Vila Nova, N. Senhora
de Fátima, Santo Antônio, Juruá (parte
baixa voltada para o lago) e a orla do centro da cidade
também sofrem os problemas da enchente.
Segundo a equipe de coordenação da secretaria
municipal de educação, Semed, a situação
das escolas municipais rurais é preocupante porque
as correntezas estão muito fortes e colocam em risco
as crianças conduzidas por pequenas embarcações.
Segundo a professora e coordenadora do Ensino Infantil do
município, Francisca Pinto Muniz, as atividades nas
escolas da zona rural deverão ser suspensas em função
dos diversos problemas causados pela cheia. A professora
disse que as escolas São José, da comunidade
do Tarará, Basília Pacaio - Nossa Senhora
Aparecida, comunidade do Boará e Borazinho. Além
das escolas São Pedro, Santa Maria e Nossa Senhora
do Perpétuo Socorro, situadas na costa de Tefé
poderão ser atingidas pela cheia nos próximos
dias.
O secretário de comunicação, Josué
Meireles disse que a Defesa Civil já sondou alguns
locais para eventuais abrigos e que diferente do que as
pessoas estão comentando na cidade, a prefeitura
tem respondido os problemas decorrentes da cheia com ações
concretas. Ele citou as doações realizadas
pela prefeitura na Ação Solidária no
início de abril.
Segundo Meireles, o chefe da Defesa Civil, Raimundo Mendonça,
numa ação conjunta com a secretaria de ação
social cadastrou cerca de 1.500 famílias e que esses
dados serão apresentados para o Governo do Estado.
Segundo Raimundo Mendonça, um erro no preenchimento
dos formulários entregues à Defesa Civil do
Estado, provocou um atraso no repasse do número de
desabrigados em Tefé.
Enquanto a ajuda não vem, cerca de vinte e duas instituições
governamentais e não governamentais como algumas
secretarias municipais, UEA, CETAM, ACET, SEMED, SEDUC,
IBAMA, entre outras, a convite da Prelazia e Cáritas
de Tefé se reuniram com o objetivo de mobilizar a
sociedade civil organizada para socializar a situação
em que se encontram as vítimas da enchente.
Algumas escolas também estão se mobilizando
no sentido de arrecadar alimentos não perecíveis.
No Cetam, a taxa de inscrição para os cursos
de informática foi substituída por donativos
que serão destinados às vítimas da
cheia.
O secretário de governo, professor José Melo,
por telefone informou à nossa equipe que até
hoje (dia 21/5) os municípios de Tefé, Uarini,
Fonte Boa e Maraã não apresentaram o cadastro
das vítimas da cheia, o que inviabiliza, segundo
Melo qualquer ajuda do governo. Ele disse que cada família
cadastrada receberá um cartão magnético
do banco Bradesco e terá direito a um saque no valor
de R$ 300,00 (trezentos reais). Melo disse ainda que os
cadastros dos municípios de São Paulo de Olivença
e Alvarães estão sendo analisados e que dos
53 municípios que já apresentaram seus dados
para o governo, 36 já foram atendidos.




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| Comarca
de Tefé realiza Mutirão Carcerário |
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A Comarca de Tefé realizou no início
do mês um Mutirão Carcerário. A ação
foi uma determinação do Conselho Nacional
de Justiça promovida pelo Tribunal de Justiça
do Amazonas com o objetivo de verificar a situação
processual dos presos, e foi coordenado pela Juíza,
Dra. Sabrina Cumba Ferreira, da 2ª Vara da Comarca
de Tefé, que contou com o apoio do Ministério
Público Estadual, representado pelo Promotor de Justiça,
Dr. Leonardo Abinader Nobre.
A Juíza disse que na 2ª Vara foram verificados
todos os processos de réus presos, ao todo vinte
e um. Segundo ela, dos vinte um presos, dez já são
sentenciados e condenados e se encontram cumprindo pena
na Unidade Prisional do município. A 2ª Vara
e a 2ª Promotoria de Justiça analisaram os processos
e expediram os atestados de pena a cumprir que é
uma das competências do juiz da execução
criminal, para os presos sentenciados.
Para a Juíza, Dra. Sabrina Cumba Ferreira, o atestado
é importante para que o apenado possa acompanhar
a sua situação carcerária. Ela disse
que o atestado indica o tempo de pena cumprido, quanto falta
cumprir, quando o apenado terá direito a progressão
de regime e livramento condicional.
Com o mutirão, um apenado teve reconhecido o direito
de progredir de regime fechado para o semiaberto, outro
para o regime aberto e ainda um terceiro na iminência
de progredir para o regime semiaberto, dependendo do atestado
de comportamento;
Os presos provisórios foram informados de sua situação
processual e as audiências designadas para data próxima,
tendo em vista que para os processos de réus presos
existe prioridade;
A pastoral carcerária acompanhou os trabalhos durante
o mutirão e o advogado Kriem Oliveira de Queiroz,
militante na comarca de Tefé atuou como voluntário.
Na visita ao presídio a juíza e o promotor
receberam reclamações sobre a alimentação
e a dificuldade de atendimento médico-odontológico
dos presidiários. Eles reclamaram também pela
falta de uma viatura na unidade prisional, o que segundo
eles, dificulta os seus deslocamentos, quando necessário
e dentro da permissão legal.
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| Festa
do Açaí atrai milhares de visitantes |
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O município de Codajás, distante 240
km em linha reta da capital Manaus, à margem esquerda
do Solimões, dá as boas-vindas a quem chega
ao município através de um Portal que intitula
a cidade de Terra do Açaí. Antes mesmo do
desembarque em um pequeno terminal flutuante para carga,
descarga, embarque e desembarque de passageiros, o movimento
de vendedores ambulantes no interior das embarcações
chama a atenção para um produto, o Açaí.
Para quem passa por lá pela primeira vez a curiosidade
é inevitável em torno do produto; para quem
está acostumado a passar pela cidade, a atitude é
quase sempre a mesma: comprar o açaí.
Ao subir a rampa que dá acesso à frente da
cidade, o enorme monumento de um caboclo com um cacho do
fruto mais consumido na cidade não deixa dúvida:
Codajás é mesmo a Terra do açaí.
Ali próximo um estúdio de voz comunitária,
no estilo "boca de ferro" dá um ar provinciano
à cidade, a cena se completa quando se observa a
condução de cargas em espécies de "carroças"
empurradas por homens; umas que levam, outras que trazem
mercadorias movimentando "a beira". O passeio
de ciclistas em meio à chuva usando guarda-chuvas
chega a deixar romântico o cenário da pequena
e tranquila Codajás. Cena perfeita que contrasta
com a imponência e a grandeza do rio Solimões.
Completando o cartão de visita e diversificando a
impressão dos que ali desembarcam está um
prédio antigo da cidade que dar abrigo à Casa
da Cultura "Professor Levi de Assis". No interior
do prédio o impacto de quem não está
acostumado a ver nas pequenas cidades uma biblioteca e muito
menos um registro minucioso da história do município.
A preocupação histórico-cultural é
visível e louvável nos registros fotográficos
do acervo do detentor da pasta de comunicação
do município, o obstinado Chico Reis, nome atrelado
à boa parte das imagens de arquivo que contam a história
da cidade e à promoção cultural do
município.
Codajás também chama a atenção
pela presença marcante e popular na figura da primeira
dama, a psicóloga Rosenira Dantas, carinhosamente
chamada de Dona Anira pela população local.
Ela é a primeira dama que qualquer prefeito gostaria
de ter. É tão presente que muitas vezes rouba
a cena do marido, o ex-bancário Agnaldo Dantas, que
nas palavras do deputado federal Átila Lins tem grande
espírito público. "Ele é um homem
que tem a sensibilidade para os problemas do município
e consegue em tempos de crise alegrar seu povo com obras
e festas", diz Átila Lins.
Dantas é do tipo que se diverte compartilhando com
amigos as lembranças da infância pobre como
vendedor ambulante. Atento à crise e com os olhos
no futuro, o prefeito faz planos para o município.
A
Festa do Açaí
Idealizada
por Antônio Carlos Francisco Reis, o Chico Reis, Adoniron
Nelson Bastos Rodrigues e Sidney Hernani de Oliveira, entre
outros colaboradores, em 1987, na gestão de Nathan
da Silva Bastos, a Festa do Açaí hoje é
considerada por muitos como uma das maiores manifestações
culturais do médio Solimões.
O evento atrai todos os anos milhares de visitantes, especialmente
dos municípios com os quais Codajás faz fronteira.
Nesse período, uma programação diversificada
ocorre em diversos pontos da cidade, incluindo shows musicais
e concursos de poesia na Casa da Cultura "Professor
Levi de Assis". Palcos alternativos são opções
para as bandas locais mostrarem os seus talentos. A Feira
de Artesanato e o Concurso de Barracas, o Baile do Açaí
ajudam a enriquecer o evento. Iguarias locais que incluem
bolos, vinhos, pudins e até brigadeiros, todos feitos
do açaí são vendidos ao longo da orla
da cidade.
A pequena Codajás se transforma em um local agitado
e a sua tranqüilidade é quebrada pelo vai-e-vem
de transeuntes e aglomerações que se estendem
em diversos pontos da cidade. Um deles, o "Burg House"
de propriedade do casal Costinha e Tuca é ponto certo
para o reencontro de velhos amigos da cidade que moram por
lá até hoje ou que retornam à terra
natal para prestigiar o evento. Outro casal que se destaca
pela sua receptividade e pelo jeito amigo que costuma receber
os amigos é o casal Alberto e Luzia Queiroz.
Atividades culturais, desfiles de beleza, exposições
de artes plásticas e fotografias, ajudam a dar uma
dimensão maior à festa, que fica marcada por
ser o maior acontecimento do ano no município.
O ponto alto da festa é concurso da escolha da Rainha
do Açaí e a atração nacional,
que este ano contou com a banda baiana "Oz Bambaz",
que se apresentou no Centro Cultural "Renato Farias",
levando milhares de visitantes ao delírio. Bandas
regionais e locais também participam da festa. A
banda Essence não deixou a desejar.
No fundo do palco um cenário retratando a realidade
cabocla foi montado, exclusivamente com artesões
locais.
Na passarela as beldades codajaenses disputavam o título
de Rainha do Açaí 2009, tarefa difícil
para quem tinha a missão de julgar e escolher apenas
uma candidata. O título de Rainha ficou com a estudante
de jornalismo Carla Menzulan, em segundo lugar, Primeira
Princesa ficou Rebeca Dias e a Segunda Princesa, terceira
colocada Glaucy Viana.
A dramatização da abertura com uma temática
indiana mostrou o detalhe e o capricho do coreógrafo
Lyndon Jonhson. O IV Baile do Açaí, criado
em 2006 por Chico Reis e promovido pela Rádio Açaí,
uma espécie de festa aos visitantes, elegeu Diana
Nepomuceno como Musa 2009 e como Garoto do mesmo baile,
Oton Júnior.
A participação especial de Rebeca Dantas com
a música "Eu gosto de açaí"
encantou o público pela graciosidade juvenil. Outra
lembrança não menos marcante foi a cena roubada
pela vocalista da banda local Águias do Forró,
Sandra Lisboa, que em um momento de improviso de uma das
atrações da festa, Klinger Araújo,
cantou e encantou. A festa contou também com a participação
na apresentação de Katiana Pontes e Andrea
Sobreira.
Os jovens do Projeto "Saindo da rua e entrando na dança"
participaram ativamente das apresentações
no Centro Cultural e não decepcionou.
Discreto, o vice de Agnaldo Dantas, Sidney Hernani foi presente
e deu uma grande parcela de contribuição para
a realização do evento.
A 22ª Festa do Açaí, na opinião
dos moradores não deixou a desejar. A novidade dos
banheiros químicos foi considerada como uma iniciativa
oportuna e bem sucedida.
A ausência de registros policiais durante toda a festa
surpreendeu até os mais otimistas da coordenação
do evento e do comando militar.
"Entre crises e cheias, a cultura e a alegria de um
povo expressa no símbolo de uma cidade, o açaí.
No contraste da imensidão de um rio e a vida pacata
duma pequena cidade substituída pela euforia, às
vezes etílica, mas pacífica de uma gente sofrida
como todo o povo brasileiro.
Gente que labuta, que luta, que cria, que dança,
que canta... Gente que faz.
À nação Codajás, berço
do encanto açaizeiro. - Quanta alegria nos traz".
Eu apenas um visitante, porém atento aos olhos caboclos
vejo o amor, a dedicação do povo que à
sua festa de corpo e alma se entrega, trabalhando sem trégua
três dias sem parar.
Feliz é o homem que faz, que cria, que mostra, que
na essência da alma a arte jamais ficará para
traz, é a história e a cultura se construindo.
- Parabéns Codajás!". (Raifran Brandão)
Autoridades presentes
A Festa
do Açaí contou também com a presença
de várias autoridades, entre elas o secretário
de governo, professor José Melo, que foi ao município
acompanhado do secretário de educação,
professor Jedeão Amorim. Nas palavras de Melo a reafirmação
do compromisso do governo Braga com o município.
"A festa de Codajás faz parte do calendário
cultural do Estado. A criatividade de seu povo, que tem
como base o açaí expressa todo o seu valor
cultural neste grande evento", disse Melo.
Para o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, o
deputado Belarmino Lins, a Festa do Açaí é
uma festa que chama a atenção pela qualidade
e conteúdo. O deputado federal Átila Lins
afirmou que a festa cresce na proporção que
cresce o açaí. Já o deputado estadual
Liberman Moreno, disse que a festa expressa bem a alegria
do povo codajaense.
O prefeito de Coari, Rodrigo Alves, acompanhado da esposa
Talita Morais viu na festa um momento para o município
receber autoridades e conferir a alegria e receptividade
do povo local. A prefeita de Anori, Sansuray Xavier prestigiou
pela primeira vez a festa e se mostrou satisfeita com o
que viu. "É uma festa bonita e organizada",
completa Sansuraya. O prefeito de Tapauá, Elinaldo
(o véio) também esteve presente no evento.
As fotos feitas durante a Festa do Açaí poderão
ser vistas no site www.folhadetefe.com.br.
Confira!



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| Mamirauá
beneficia Tefé e Alvarães por ações
do Programa de Manejo de Pesca |
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Por: Ellen Amaral e equipe do Programa de
Manejo de Pesca
Desde
1999, o Programa de Manejo de Pesca assessora comunidades
ribeirinhas das Reservas de Desenvolvimento Sustentável
Mamirauá e Amanã no manejo da pesca. Dentre
as principais linhas de atuação, incluem-se
pesquisas científicas, capacitações
e apoio técnico para o uso sustentável dos
recursos pesqueiros, a fim de contribuir para que o peixe
nunca falte à mesa da população local.
Em 2002, demos um importante passo para a conservação
dos recursos pesqueiros, com a adesão ao manejo de
pescadores profissionais da Colônia de Pescadores
Z-32 de Maraã. A partir de 2004, o Programa passou
a trabalhar também em parceria com pescadores da
Colônia de Z-4 de Tefé, Colônia Z-23
de Alvarães e setor São José, da Reserva
Amanã, no Acordo de Pesca do Pantaleão. Esse
Acordo é apoiado também por parceiros como
o IBAMA-Tefé e a prefeitura de Tefé. Cerca
de 208 pescadores tem sido beneficiados.
Ao longo de 2008, o Programa investiu amplamente na capacitação
das organizações de pescadores envolvidas
no manejo, e também das que pretendem iniciá-lo.
Cerca de 391 pessoas foram beneficiadas.
Nossa atividade mais conhecida é o apoio à
pesca de pirarucu manejado. Quem em Tefé não
ouviu falar da feira de pirarucu manejado? No ano passado,
cerca de 50 mil quilos desse peixe foram vendidos na feiras
de Tefé, Alvarães e Maraã. Em 2008,
o manejo beneficiou 926 pescadores diretamente, 23 comunidades
ribeirinhas e as três colônias de pescadores.
A novidade foi a participação de pescadores
de Tefé e Alvarães na pesca manejada.
Do total de todas as áreas, foram capturados 5.250
indivíduos de pirarucus, e comercializados um total
de 241.353 kg. É importante lembrar que essa cota
pescada representa cerca de 30% dos estoques explorados,
regra básica para assegurar a reprodução
e a continuidade da população. A média
do peso dos pirarucus capturados variou entre 47 e 53 Kg,
e, a média dos comprimentos variou entre 170 e 181
centímetros. O faturamento total bruto foi de R$
1.031.880,74. O rendimento é dividido entre os pescadores
que participam da pesca.
Apesar dos enormes desafios que os grupos de pescadores
têm enfrentado com a pesca ilegal, os resultados apontam
grandes avanços no desenvolvimento do manejo participativo
do pirarucu. A participação dos pescadores
de Tefé e Alvarães tem dado um grande salto
de qualidade na realização do manejo. Nossa
meta para 2009 é continuar contribuindo e incentivando
para que mais pescadores juntem-se a nós.
Sugestão de quadros explicativos
- O que é manejo?
Manejo é todo e qualquer procedimento que vise assegurar
a conservação da diversidade biológica
e dos ecossistemas (Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000
- SNUC);
- Uso
sustentável: exploração do ambiente
de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais
renováveis e dos processos ecológicos, mantendo
a biodiversidade e os demais atributos ecológicos,
de forma socialmente justa e economicamente viável
(Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000 - SNUC).
Foto:
Ruiter Braga da Silva
Legenda: Pescador mostra pirarucu recém-capturado

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| Prefeitura
de Alvarães promove evento no dia do trabalhador |
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O dia do trabalhador para o município de
Alvarães foi marcado por uma série de atividades.
As comemorações iniciaram logo no início
da manhã com uma rajada de fogos de artifício
e seguiu durante todo o dia e virou a noite com a festa
animada por Érick e banda Irmãos do Forró.
O local escolhido foi o Centro Social Divino Espírito
Santo. Durante as comemorações foram entregues
entre geladeiras, tv's de tela plana e fornos, 245 brindes
e 240 telhas de alumínio.
Além das premiações, a prefeitura de
Alvarães promoveu uma Ação Cidadã,
promovendo corte de cabelo, emissão de documentos
e cadastro para o Programa Bolsa Família.
A secretaria municipal de saúde instalou um posto
de primeiros socorros para eventuais atendimentos de emergência.
Pontos de coleta de lixo em locais estratégicos foram
disponibilizados pela secretaria de meio ambiente, enquanto
a secretaria de ação social cuidava da coordenação
das ações sociais desenvolvidas durante as
comemorações.
A prefeitura ofereceu também água, alimento
e transporte para os convidados que vieram de locais mais
distantes.
Atividades esportivas também fizeram parte das comemorações
do dia do trabalhador no município. A final do campeonato
de masters também fez parte da programação.
A polícia militar garantiu a ordem e segurança
no local do evento, enquanto a guarda municipal acompanhava
a distribuição dos diversos prêmios
espalhados pelo Centro Social.
Para o prefeito Mário Litaif, o evento foi importante
porque marcou o dia do trabalhador com ações
efetivas da prefeitura. "Em tempo de crise e cheia,
a nossa gestão não poderia deixar de premiar
o trabalhador. Dar dignidade a ele, seja através
da promoção da saúde, da cidadania
e da ação social é um dever do município
e nós estamos conscientes de que cumprimos o nosso
papel enquanto gestor público", conclui o prefeito
de Alvarães.
Para João Pedro dos Santos
a homenagem do dia do trabalhador foi justa porque, segundo
ele, toda pessoa que se dedica ao trabalho merece respeito
e atenção.
Perguntado sobre as denúncias de perseguição
política na sua administração, Litaif
se limitou a dizer que na vida pública nenhum gestor
consegue agradar todo mundo e que a divergência de
opinião deve ser respeitada. "Há decisões
que um gestor é obrigado a tomar em benefício
da administração e que nem sempre é
o que o servidor deseja, então é natural que
haja descontentamento", explica o prefeito.

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| Fonte
Boa, Jutaí, São Paulo de Olivença,
Uarini e Tonantins na mira do Tribunal de Contas do Estado |
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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) cobra providências
do Ministério Público Estadual (MPE) e aguarda
manifestação do MP sobre os municípios
que atrasaram a entrega da prestação de contas
anual.
O TCE decidiu em meados de maio, durante a reunião
do Pleno da Corte, encaminhar um documento ao MPE cobrando
quais as providências adotadas até o momento
em relação aos municípios que deixaram
de apresentar suas prestações de contas referentes
ao exercício financeiro de 2008 de acordo com o prazo
previsto em lei.
O tribunal encaminhou ao MPE, uma lista com os nomes de
45 prefeitos e 21 presidentes de Câmaras de vereadores
que se encontravam inadimplentes. Esses gestores podem ser
denunciados por improbidade administrativa.
O corregedor do TCE, conselheiro Érico Desterro e
Silva encaminhou a proposta de solicitar informações
sobre as providências adotadas pelo MPE, com base
no artigo 2º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei
201 de 1967, que dispõe sobre a responsabilidade
de prefeitos e vereadores. Segundo o artigo, "os órgãos
federais, estaduais ou municipais, interessados na apuração
da responsabilidade do prefeito, podem requerer a abertura
do inquérito policial ou a instauração
da ação penal do Ministério Público,
bem como intervir, em qualquer fase do processo, como assistente
da acusação".
Com base no mesmo artigo, Desterro sugeriu que o TCE encaminhasse
a lista com os municípios inadimplentes para o Procurador
Geral da República. Entre os municípios que
poderão sofrer intervenção por inadimplência
estão Fonte Boa, Jutaí, São Paulo de
Olivença e Uarini.
Pedido
de intervenção sob análise
A Procuradoria-
Geral do Estado (PGE) encaminhou ao Governador Eduardo Braga
um parecer sobre um pedido de intervenção
em 19 municípios do Estado encaminhada pelo Tribunal
de Constas do Estado à Casa Civil. Os prefeitos desses
municípios deixaram de apresentar as suas prestações
de contas relativas ao exercício financeiro de 2008.
O procurador-geral do Estado, Frânio Lima, explicou
que a análise feita pela Procuradoria Geral do Estado
refere-se ao enquadramento legal da situação.
Somente após o parecer da Procuradoria, o governador
Eduardo Braga irá se manifestar sobre o pedido de
intervenção do TCE.
O prazo para prestação de contas de 2008 se
esgotou no dia 30 de março e mesmo com a prorrogação
do prazo os municípios não se manifestaram.

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