FONTE BOA: Funcionários públicos vão à câmara e acusam prefeito de perseguição política

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Funcionários públicos estiveram hoje (14), na Câmara Municipal de Fonte Boa  para protestar e denunciar aos vereadores  as demissões de funcionários efetivos que vem acontecendo nos últimos dias.

A discussão com os parlamentares também teve a participação da comissão do Sindicato dos Trabalhadores da Educação – Sinteam, que relatou aos vereadores as irregularidades que vem ocorrendo no setor educacional.

De acordo com o Presidente do Sinteam, Micharle Tavares, nos últimos dias várias irregularidades motivadas por questões políticas vem acontecendo no setor educacional. Micharle cobrou do executivo esclarecimentos a respeito de reajuste salarial, processo seletivo, concurso público e critérios para a lotação dos professores.

“Estamos vendo um festival de irregularidades. O executivo parece estar realmente perdido. Agora vão lançar um processo seletivo mesmo já tendo iniciado o ano letivo com a contratação de centenas de pessoas. Professores estão sendo transferidos de comunidade  sem solicitação de remoção. Professores com nível superior estão ficando fora da sala de aula para dar vez para acadêmicos. Estamos aqui também para solicitar a realização do concurso público. O que queremos é discutir esses assuntos. Queremos melhorar a nossa educação mas, infelizmente o prefeito não quer receber o sindicato para discutir.” Afirmou.

Para o auxiliar administrativo Tony de Oliveira, aprovado no concurso público de 2006 e demitido na última semana, a atitude do executivo mostra claramente a retaliação realizada pelo prefeito as pessoas que usaram a democracia para manifestar seu voto. Tony aproveitou a oportunidade para criticar o vice-prefeito Alailson Lisboa e o Secretário de Administração Ederson Lasmar.

“Fui demitido com anos de trabalho. Mas demitiram apenas quem votou no outro candidato. Estão demitindo para dar vaga aos Lisboas que estão lotados em tudo que é secretaria. Se o concurso está irregular a culpa foi do pai do próprio vice-prefeito que assinou minha convocação e minha nomeação do concurso de 2006. O secretário de administração pelo que indica está assinando documentos sem ler o que se trata. Ele disse que o concurso está irregular, mas, por que demitiram só alguns? Eles devem lembrar da música que eles colocaram durante a campanha: o povo colocou o povo vai tirar.” afirmou.

Outro servidor demitido a ter a oportunidade durante a sessão, foi o também auxiliar administrativo Júnior Siqueira, que destacou aos parlamentares que a atitude do prefeito pode ser classificada apenas como perseguição política. “ Eu não passei no concurso através de irregularidades, fui o primeiro colocado. Estamos apenas sendo perseguido por ter votado no ex-prefeito. O prefeito atual pregava no palanque que ia governar para o povo mas, eu também sou povo. Por que tanta perseguição? Indagou.

Durante a sessão vereadores tanto da oposição como da situação deram apoio aos servidores e destacaram que o Legislativo está de portas abertas para receber a população.

Segundo o vereador da oposição  Kelison Coelho – PSD, tanto as reivincidações do SINTEAM, como dos servidores demitidos são justas e devem ser discutidas para que haja uma solução.

“Foi colocado aqui todos os dados da arrecadação do Fundeb pelo Sindicato. Os servidores demitidos estão cobrando aquilo que lhes é de direito. Infelizmente o prefeito nem seus secretários vieram para que pudéssemos apontar uma solução para esse problemas e reivindicações.” Disse.

Para o  vereador da situação, Ligier Carvalho, todas as reivindicações realizadas pelos funcionários demitidos e pelo Sindicato devem ter apoio da Casa Legislativa. Ligier também aproveitou a oportunidade para falar do seu posicionamento perante os atos do Executivo.

“ Quero dizer que não concordo com os erros que estão acontecendo. Vou continuar com o meu posicionamento e jamais serei contra a população doa a quem doer. Eu não concordo com o que foi feito com os funcionários demitidos. Falei isso para o vice-prefeito mas, a gestão tem a sua autonomia. Não concordo com pessoas formadas em Ensino Médio  dando aula. Com relação ao concurso, foi colocado no orçamento desde de 2015 e está no orçamento para 2017. Continuarei com o mesmo posicionamento. Passei quatro anos criticando irregularidades e não vai ser agora que serei a favor. Se eu ver que o barco vai afundar vou cuidar do meu.” Esclareceu.

De acordo com o presidente da Câmara em exercício , Francisco Coelho (Santo) – PPS, a Câmara já aprovou um requerimento para convocar o prefeito. Santo destacou que o Legislativo irá procurar realizar uma reunião com o prefeito para que as denúncias e as reivindicações do Sindicato sejam discutidas.

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